A série “Contando sua história” faz parte das celebrações dos 60 anos da fábrica da GE Power Conversion no Brasil. São histórias das pessoas que contribuem para a jornada que transformou a unidade de Campinas em um centro de excelência no mercado de motores e geradores elétricos. Acompanhem!

Aos 42 anos, quase metade deles dedicados à GE, Ruben Costa, atual Líder Comercial da GE Power Conversion, tem muito orgulho de sua jornada e afirmar de forma categórica que não consegue se ver fora da empresa que lhe deu oportunidade de criar sua família, viajar o mundo e interagir com clientes de diversas culturas. Conheça um pouco mais sobre o marido da Milena, pai do Gabriel e da Sophia, em nossa entrevista para o GE Reports.
Conte-nos um pouco de você, onde nasceu, cresceu e como chegou à área comercial?
R: Sou natural de Jundiaí (SP), onde nasci e vivi até a minha ida à faculdade, no campus da UNESP, em Bauru, ainda com 17 para 18 anos, onde cursei Engenharia Elétrica até 2002, quando me formei. Essa experiência foi muito importante na minha vida, pois tive a oportunidade de morar fora de casa, “desgarrar” um pouco da família e crescer pessoalmente. Sou uma pessoa muito ligada ao esporte, desde pequeno, praticando diversas modalidades, mas com o basquete no topo da lista, pelo qual me dediquei por alguns anos. Hoje, mantenho esse hábito de me exercitar e praticar esporte, algo que me ajuda bastante no dia a dia, principalmente e me centrar nas demais tarefas. Sou casado com a Milena desde 2004, pouco tempo depois de me formar, e tenho dois filhos, o Gabriel de nove anos e a Sophia, a caçula, de apenas dois aninhos. Na parte profissional, após formado, fui para São Paulo trabalhar como engenheiro de campo em uma empresa pequena do ramo de plásticos. Eu fazia instalações em obras em diversos locais do Brasil, como recém-formado, e isso me fez aprender muito. Após um ano e meio, me transferi para a Signode, empresa americana do ramo de embalagens industriais, em Cabreúva, no interior do estado, também como engenheiro de campo até minha chegada na GE, no ano de 2005.

Ruben Costa com sua esposa Milena e dois filhos, o Gabriel de nove anos e a Sophia, a caçula, de apenas dois aninhos.
Como foi sua entrada e trajetória na GE?
R: Tinha 25 anos quando ingressei na GE, em Campinas, como administrador de contratos no time de produtos, sempre atuando em contato com clientes. Em 2005, tínhamos um fluxo de vendas muito grande de motores “padrão”, menores, e estávamos passando por uma transição para atendermos a projetos mais complexos e envolvendo valores mais significativos. Foi aí que houve a necessidade de transformar a área de administração de contratos, gerenciando clientes, para uma área de gerenciamento de projetos. Na época, comecei a estudar bastante o tema, fiz diversos treinamentos e certificações como a PMP (Project Management Professional), para ir implantando a filosofia de gerenciamento de projetos na Gevisa (como a GE Power Conversion era conhecida). Já em 2007, meu líder pediu para eu gerenciar área de administração de contratos, onde também pude atuar na gestão de pessoas, além de consolidar toda essa mudança na área. Após mais de cinco anos liderando esse time de projetos, passei para a área comercial, chamada de Operações Comerciais e onde estou até hoje. Basicamente somos considerados a área de Backoffice dos times de vendas espalhados pelo mundo. Geramos as propostas técnicas, comerciais, definição de preços e estratégia, além do mapeamento de desvios e riscos comerciais.
O que mais marcou você quando pensa na sua trajetória dentro da GE?
R: Essa parte do desenvolvimento da área de gerenciamento de projetos é algo que eu guardo com muito carinho e orgulho por ter participado ativamente. A outra importante parte envolve as pessoas com quem trabalhei, pois pude contribuir para o desenvolvimento de diversos desses colegas ao longo desses anos. Há pessoas que entraram na GE como meus estagiários, na época, e hoje atuam em cargos de confiança, dentro ou fora da empresa, e sei que pude contribuir de alguma forma para esse crescimento profissional deles. Vejo também alguns deles morando nos EUA, na Europa e é muito gratificante saber que, de alguma forma, fiz parte dessa trajetória.
Quais são os principais desafios, hoje, num mundo tão globalizado comercialmente e instável?
R: O grande desafio para a área comercial, atualmente, é se destacar em um ambiente extremamente competitivo. Ainda em meados dos anos 2000, quando entrei na GE, o cenário global e da própria empresa era outro, ou seja, a marca GE se vendia sozinha. Hoje, isso mudou! O mundo está muito mais aberto comercialmente, globalizado e a competitividade é muito maior com a chegada de novos players da China e Índia, algo que não víamos há quase 20 anos. O mercado era mais restrito e, portanto, mais conhecido. Por isso, o maior desafio encontrado hoje pelos times da Power Conversion e da GE como um todo é sair da comoditização de nossos produtos, ou seja, sair dessa disputa de preços do mercado atual com diversos players emergentes para buscar uma diferenciação dos produtos e gerar valor para nossos clientes. Nesse cenário, como profissional, é muito importante aceitar novos desafios, novos riscos e procurar mitigá-los. Confesso que acho isso muito gratificante, pois dá uma energia extra, um incentivo para mudarmos. E quando você começa a ver os resultados dessa mudança e cada degrau avançado, dá ainda mais energia para continuar nesse caminho de evolução, mesmo após tantos anos na mesma empresa. Trata-se também de uma lição de humildade para quem acha que já aprendeu tudo, algo que nunca é real. Sempre há muita coisa nova para aprender e desafios para serem superados.
Olhando para trás em sua carreira, você faria algo diferente?
R: Não faria nada de diferente, pois essa jornada tem sido maravilhosa. Tenho diversos amigos que entraram, saíram e até mesmo voltaram. Muitas pessoas me perguntam se já não seria a hora de sair, uma vez que estou por aqui há mais de 17 anos. A resposta para cada um deles é sempre a mesma: ‘Eu não me vejo fora da GE’. Por isso que não me arrependo de nada. Desde o começo, tive sempre muito contato com clientes, algo que sigo desenvolvendo continuamente. Também tenho a satisfação de atuar ao lado de pessoas espetaculares e com experiência incrível na área de vendas e comercial, me dando conhecimento global sobre clientes e negociações. O trabalho ainda me proporcionou viajar para fora do Brasil, passando por diversos continentes e países. Negociei e fechei contratos em países onde nunca imaginei conhecer um dia como a Arábia Saudita, Coreia, entre outros. Isso me trouxe um enorme ganho técnico e cultural, com o entendimento de como a área comercial flui e se desenvolve nesses lugares, sendo um aprendizado a cada nova reunião.
Quais as perspectivas de futuro para o Ruben e para a GE Power Conversion?
R: As minhas perspectivas são de continuidade no negócio de Power Conversion, pois estamos em um momento bastante especial de mudança (turnaround), de crescimento, de voltarmos a sermos lucrativos e sustentáveis como negócio ao longo dos anos. Isso tudo, de minha parte, também necessita de uma mudança de approach comercial e desejo estar presente, contribuindo com essa jornada da GE pelos próximos anos.
O que você gostaria de deixar de mensagem hoje para a nova geração que deseja atuar em uma empresa como a GE?
R: Posso afirmar que é um lugar maravilhoso para se desenvolver profissionalmente e recomendo que busquem isso para suas carreiras. Trabalhamos em todo o mundo, por todos os continentes, e isso dá uma oportunidade incrível de conhecermos novas culturas, lugares, pessoas e tradições. Nos últimos anos, a GE incorporou uma cultura e tem trabalhado arduamente para que tenhamos um ambiente diverso, inclusivo, de respeito ao próximo, e me dá uma satisfação enorme de fazer parte disso. Sinto que é uma coisa nova, em construção, mas verdadeira e que vai muito além do discurso. É gratificante trabalhar com pessoas que pensam diferente de você e esse desafio é importante para todos nós. O ambiente na GE é maravilhoso e me orgulho de, ao fazer parte dele, também criar um mundo melhor e mais inclusivo para os meus filhos. Estamos em uma empresa com mais de 100 anos de história apenas no Brasil e passamos por diversas mudanças ao longo dessas décadas com aquisições, vendas, divisões de negócios. Toda essa alternância gera desafios, mas ao mesmo tempo gera diversas oportunidades de crescimento pessoal e profissional.
