Skip to main content
×

GE.com has been updated to serve our three go-forward companies.

Please visit these standalone sites for more information

GE Aerospace | GE Vernova | GE HealthCare 

header-image

“Itaipu foi minha final de campeonato pelo Real Madrid”

GE Reports Brasil
June 10, 2022

Desde os 16 anos de idade atuando na GE, Luis Orrios sabia que o projeto de sua vida havia chegado. Hoje, orgulha-se de ter participado da modernização da segunda maior usina hidrelétrica do mundo.

image text

Luis Orrios tem nome de jogador de futebol, mas atua como gerente de serviços da GE Power Conversion, em Campinas, interior do estado de São Paulo. Assim como muitos atletas em suas carreiras, o administrador de formação trocou de time, mas sem sair da GE, onde começou aos 16 anos, como office boy.

Em 2018, ao sair da GE Hydro, em Taubaté (SP), e ir para o time dos colegas da GE Power Conversion, o primeiro desafio era conciliar a rotina longe da família. A esposa e o filho do gerente de projetos continuaram morando no mesmo local, para onde ele retornava apenas aos finais de semana.

image text

Luis Orrios

A primeira “convocação” veio ainda no mesmo ano, quando a GE Power Conversion conquistou oportunidade de fazer parte de um projeto para a modernização de equipamentos da usina Itaipu Binacional, orgulho de brasileiros e paraguaios, e a segunda maior hidrelétrica do mundo com 14 GW de capacidade instalada.

O escopo do time da GE Power Conversion consistia em modernizar 24 equipamentos de levantamento de carga da usina. Além do fornecimento de material e supervisão de montagem, o time da GE Power Conversion também foi responsável pelo comissionamento dos novos equipamentos. “Trabalhar num projeto dentro de uma hidrelétrica do porte de Itaipu é o sonho de qualquer profissional da área, pois é o estado da arte para as usinas e equipamentos de grande porte, uma vez que se trata da usina com a maior geração de energia em volume em todo o mundo”, lembra Luis.

São equipamentos de içamento que precisam estar operando 100% do tempo, de forma eficiente e segura, para quando houver uma manutenção na usina e eles possam realizar a intervenção, seja preventiva ou corretiva. Garantir a geração de energia da usina é crucial, uma vez que Itaipu gera energia para 85% do Paraguai e quase 10% para o Brasil. Por isso, esses equipamentos precisam estar 24 horas por dia disponíveis para evitar qualquer contratempo na produção de energia.

image text

No meio do projeto, em 2020, Luis foi surpreendido, como todos nós, pela pandemia de covid-19, mas as notícias ruins pararam por aí. Além de poder aproveitar a família e a gravidez da esposa, a vaga do seu antigo gestor foi aberta e conquistada pelo engenheiro. “Me candidatei e passei a executá-la, passando a ser o gerente de serviços do próprio consórcio liderado pela GE, ao lado da CIE, empresa Paraguaia.”

Luis sabia que não podia renunciar a uma chance tão importante para sua carreira. “Itaipu é uma gigante e que está em operação há décadas com pontes rolantes com a maior capacidade do Brasil, podendo chegar a 2.000 toneladas quando acopladas. São equipamentos raros no mercado e por isso se tratou de uma oportunidade única. É como se eu fosse convidado a jogar a final da Champions League pelo Real Madrid”, brinca.

Apesar der toda a responsabilidade do novo cargo, Luis ressalta que o projeto de Itaipu Binacional foi a melhor oportunidade de carreira que teve, não apenas pela grandiosidade da usina, mas por trabalhar com pessoas de culturas, países e línguas diferentes. “Foi um aprendizado muito grande e considero que fiz um grande curso intensivo de ‘vida’ com meus parceiros paraguaios, aprendendo e ensinando coisas novas a cada dia”.

Pelo orgulho que ele fala sobre o projeto, Luis não só disputou a final, mas a venceu. Após quatro anos de envolvimento com a modernização, o sentimento dele é de puro agradecimento e aprendizado. “Foi uma experiência muito boa pelo relacionamento construído, pois aprendemos a trabalhar como consórcio para esse tipo de equipamento. Inicialmente, houve a barreira cultural, mas foi um excelente aprendizado que será levado para outros projetos fora do Brasil.”

image text